quarta-feira

Evocação de Albert Einstein - modo de pensar -


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A liberação da energia atômica mudou tudo, menos nossa maneira de pensar.
Albert Einstein

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sábado

Monty Python - Futebol Filosófico

Uma interpretação criativa do que é, ou pode ser, o Futebol - 
Um dos melhores vídeos de sempre - pela mão dos Monty Python - 



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A Violência no Futebol: lideranças de clubes, claques e estações de TV



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Quando procuramos identificar os verdadeiros agentes criminosos do tipo e densidade de violência que se vive hoje no futebol em Portugal, facilmente encontramos algumas respostas.

Em primeiro lugar, a forma e o discurso como os presidentes dos maiores clubes estão hoje na esfera pública, o que dizem e o modo como acicatam os seus "cães" de fila" para irem atacar os "cães de fila" do clube opositor. São os próprios líderes desses clubes que fazem discursos incendiários que apelam à clubite geradora de violência entre os clubes rivais que, entretanto, se constituíram como verdadeiras máquinas de propaganda com vista a promover interesses corporativos e pessoais e destruir os dos seus oponentes. Portanto, os presidentes e os altos responsáveis do clubes, por um lado, e as claques organizadas, por outro, são hoje as máquinas organizadas da violência que se institucionalizou no futebol em Portugal.

Em segundo lugar, nessa senda de instigação da violência no futebol, estão as estações de TV, através daqueles programas pindéricos, com comentadores igualmente pindéricos, em prime time a fazer comentários futebolísticos que mais parecem hinos à violência em directo. O mais curioso é que são as próprias empresas/estações de TV que mais beneficiam com esse comércio obsceno da violência institucionalizada, passando e repassando imagens dos jogos, alimentando polémicas e ódios sem sentido, ocupando o agenda-setting das notícias e moldando o espírito daquelas mentes mais obtusas, alienadas, indefesas e fanáticas que só existem para irem aos estádios para produzir violência, ódio e crime. 

De facto, esses novos holigans nem sequer gostam de futebol, se gostassem assistiam ao espectáculo das bancadas e não passavam todo o tempo a ecoar cânticos que são verdadeiros hinos à selvajaria e à pancadaria entre adeptos de clubes rivais. Tudo isto é feito com a cumplicidade dos presidentes dos grandes clubes, dos chefes de bando que mandam nas claques e, curiosamente, dos conselhos de administração das estações de TV, que são quem mais LUCRA com este desporto do crime que há muito se institucionalizou em Portugal e que alimenta financeiramente os seus accionistas. 

O resto remete para a psicologia das massas, que é sempre irracional, selvagem, infantil, primitiva e imprevisível. Isolados poucos ou nenhuns distúrbios causam, mas em grupo esses "fanáticos das claques" comportam-se como um bando de criminosos que visa instabilizar, desafiar as autoridades e favorecer um clima de ódio e de violência no desporto, partindo tudo à sua passagem. 

- Bem sabemos  como aquelas multidões em fúria mataram Sócrates, em Atenas. 
- Bem sabemos como essas multidões fanáticas mataram Jesus Cristo que, dizem, depois ressuscitou.

Bem sabemos como hoje um ou dois energúmenos, munidos duma ideologia do ódio e da violência, são capazes de matar dezenas ou centenas de pessoas em espaços públicos nesta nova Era do terrorismo globalitário em que entrámos.

E perante isto o que fazem os nossos legisladores? 

Alguns integram essa massa de energúmenos que fazem comentários desportivos, pois grande parte da influência que têm decorre das associações orgânicas a esses grandes clubes, de que são uma espécie de marionetas. 

Nesta "guerra" quer o Direito quer a Política não entram, ou se entram fazem-no para jogar ainda mais gasolina para o incêndio da clubite institucionalizada e fortemente mediatizada. E é pena.

É nesse contexto que "adeptos" de grandes clubes são atropeladas e morrem às portas dos estádios na sequência de rixas entre claques rivais. É nesse quadro conflitual que mais logo decorrerá o derby Sporting vs Benfica. Espero que ganhe este último, mas com lisura desportiva e, já agora, sem cenas de pancadaria nem baixas físicas ou destruição de equipamentos ou estruturas. 

Mas o mais importante, doravante, é saber como controlar (e punir) essas massas em fúria que nem sequer gostam de desporto, pois eles apenas existem para cumprir as orientações de violência orquestrada dimanada das lideranças dos clubes e dos seus altos responsáveis. 

Tudo um teatro da violência que as estações de TV sabem bem aproveitar em prime time, com lucros escandalosos e sem contribuir 1gr para a paz no desporto em Portugal. 

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segunda-feira

Recupero Maria Helena Vieira da Silva -



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.. Lisbonne (1940) - Maria Helena Vieira da Silva (1908 - 1992) |

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domingo

Uma passagem de J.L.Peixoto. FicA

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(...) Por isto e por mais do que isto, tu estás aí e eu, aqui, também estou aí. Existimos no mesmo sítio sem esforço. Aquilo que somos mistura-se. Os nossos corpos só podem ser vistos pelos nossos olhos. Os outros olham para os nossos corpos com a mesma falta de verdade com que os espelhos nos reflectem. Tu és aquilo que sei sobre a ternura. Tu és tudo aquilo que sei. Mesmo quando não estavas lá, mesmo quando eu não estava lá, aprendíamos o suficiente para o instante em que nos encontrámos.(...)"
José Luís Peixoto

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sexta-feira

Morte e ressurreição de Cristo

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Por incrível que pareça, a 6ª Feira Santa é o dia em que os cristãos celebram a morte de Jesus na cruz. Uma cruz pesada...
Resultado de imagem para morte e ressurreição de CristoDepois, com a chegada do Domingo de Páscoa, os mesmos cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus crentes e discípulos.
Na teoria, ou na prática, isto foi um milagre, e é esse mesmo milagre que espero venha a repetir-se depois de amanhã. 
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quinta-feira

Evocação de Gabriel García Marquez









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quarta-feira

O risco de um conflito entre EUA e Rússia é real e assustador

O risco de um conflito entre EUA e Rússia é real e assustador

Peter Kuznick, especialista em questões nucleares, este professor de História da Universidade Americana em Washington mostra-se profundamente preocupado com o clima de tensão entre Washington e Moscovo. "Precisamos com urgência de diplomacia, mas ainda não vimos sinais de que Trump seja capaz de ser diplomático", lamenta
Podem comportar-se como amigos em privado, mas não o farão em público. Ambos estão numa posição difícil. Tillerson, tal como Donald Trump, tem de fazer a expiação da sua amizade passada com a Rússia. Trump mostrou essa distância com o ataque à Síria e Tillerson tem vindo a fazê-lo com a condenação do alegado papel da Rússia na utilização de armas químicas por parte de Assad. Atacou a Rússia pela "cumplicidade" ou pela "incompetência". São declarações significativas e curiosas para um membro de um governo que sabe algumas coisas quer sobre cumplicidade quer sobre incompetência.
Em princípio, Vladimir Putin não irá encontrar-se com Tillerson. De que forma interpreta esta atitude do presidente russo?
Putin está a enviar um sinal simbólico. Ele poderá ter esperado por relações mais amigáveis com a administração Trump, mas já percebeu que isso não irá acontecer. Neste momento, nos EUA, não há espaço para uma amizade com a Rússia. A comunicação social está com uma atitude histérica anti-Rússia e Trump rodeou-se de russofóbicos. Eu sabia que isto iria acontecer, só não esperava que fosse tão rápido. Durante a campanha eleitoral, visitei a Rússia por quatro vezes e falei com vários grupos académicos, além de ter dado entrevistas a vários meios de comunicação russos. Avisei os meus colegas de que Trump é um homem vulgar, vazio, impulsivo, com má índole, oportunista e preconceituoso. Até podia parecer um amigo, mas depois de estar contra a Rússia é muito mais perigoso do que seria Clinton. Eles na altura não concordavam comigo, mas agora julgo que já terão aprendido a lição.
É real o perigo de um conflito entre EUA e Rússia?
É real e é assustador. Os especialistas do Bulletin of the Atomic Scientists sabiam o que estavam a fazer quando acertaram o relógio do apocalipse para dois minutos antes da meia-noite - o mais perto que já estivemos de um conflito nuclear desde 1952. Eu já estava muito preocupado quando Hillary Clinton defendeu uma zona de exclusão aérea na Síria. O próprio general Dunford, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, avisou que isso levaria à guerra com a Síria e com a Rússia... Agora, depois dos bombardeamentos, não sei o que Trump terá em mente para o segundo ato. Para já, é certo que a sua taxa de aprovação irá subir e conseguiu que a comunicação social começasse a falar de outra coisa que não apenas da incompetência do seu governo.
Desse ponto de vista o ataque resultou?
Sem dúvida. Antes só se falava da incapacidade da administração e agora as atenções estão centradas no ataque corajoso que foi feito em nome de valores mais altos. Confesso que o espetáculo é confrangedor. Quem é que ele vai atacar a seguir? O Irão? A Coreia do Norte? De novo a Síria? Neste momento a Síria parece o pretexto mais óbvio para um confronto entre os EUA e a Rússia, mas também existem outras situações instáveis e por resolver, nomeadamente na Ucrânia e nos países Bálticos, com o destacamento de tropas da NATO. Não nos podemos esquecer de que a Rússia colocou mísseis com capacidade nuclear em Kaliningrado.
A Coreia do Norte é outra questão complicada...
Trump ameaçou que lidaria com o assunto se a China não resolvesse a questão. Antes da Síria essa parecia ser a questão mais explosiva. Seul é uma das cidades mais populosas do mundo e está completamente à mercê da artilharia norte-coreana. Também neste caso, tal como na Síria, não existe uma solução militar para o problema. Precisamos com urgência de diplomacia, mas ainda não vimos sinais de que Trump seja capaz de ser diplomático. Ainda não vimos nenhum sinal que indique que ele é capaz de pensar de forma estratégica e de antecipar as consequências das suas ações. É assustador que alguém tão instável e impetuoso possa ter o dedo no botão nuclear.
E Tillerson?
Durante os primeiros 70 dias de governo deve ter estado num programa qualquer de proteção de testemunhas porque ninguém o viu nem o ouviu. Agora aparece como o todo-poderoso Rex, para lutar contra a Rússia, contra as armas químicas e defender os inocentes no mundo. A confirmar-se será uma mudança positiva, uma vez que antes, enquanto chefe da Exxon Mobil, proteger inocentes e não envenenar o planeta eram objetivos que estavam bastante abaixo na sua escala de prioridades.
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segunda-feira

O polícia perigoso - por Rui Tavares -

Nota prévia: Uma interessante reflexão do historiador Rui Tavares. O que ele deseja, no final da sua argumentação, e bem, é um regresso ao Direito Internacional Público (e aos valores e princípios da Carta da ONU), frequentemente apregoado mas nunca observado pela lógica da aplicação da força nas Relações Internacionais. Há décadas que se fala na reforma da ONU e, em particular, do seu órgão maquiavélico: o Conselho de Segurança. Mas como se pode reformar o nervo da decisão planetária quando têm presença nesse órgão os principais beligerantes que nunca se entendem relativamente às causas da guerra e à forma de lhes por fim. Ou seja, onde estão americanos estão também interesses russos, chineses, franceses, britânicos, etc. E esses interesses e visões do mundo raramente coincidem no tempo e no espaço. Trump, por mais inculto e impreparado que seja, sabe disso e agiu em conformidade. Só que agora essas acções políticas e militares de natureza unilateral, i.é, não concertadas previamente com os aliados da NATO ou negociadas no âmbito multilateral da ONU, têm um sabor mais amargo, porquanto a indiferença, senão mesmo o desprezo pela consulta da ONU e seus mecanismos de decisão, é tanta e tamanha que nos sentimos atingimos (quase) pessoalmente, talvez por que um nome lá pontifique, António Guterres, e o mandato deste, também pour cause de Trump (e da intensificação das acções de terror no mundo inteiro), arrisca-se a ser tão irrelevante quanto perigoso. 
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Para muita gente há apenas duas atitudes admissíveis quando se trata de como lidar com conflitos armados no atual estado do mundo: ou cada qual bate nos seus, ou há um que bate nos outros todos.
Os que acreditam na primeira opção proclamam que Bashar al-Assad é o presidente legítimo da Síria, com todo o direito a massacrar os seus opositores como quiser. Porque o ISIS e a Al-Qaeda na Síria são terroristas e estão contra Assad, todos os que estão contra Assad devem também ser terroristas. Em suma, tudo o que Assad fizer é justificado por ser contra terroristas e ninguém tem nada com isso — à exceção de Putin, que está na Síria porque foi convidado por Assad a reprimir terroristas com ele.
Os que acreditam na segunda opção tiveram o seu dia na passada sexta-feira, quando Trump mandou bombardear posições de Assad na Síria. De um momento para o outro, Trump virou “presidencial”. Mas isso não é novidade: não houve nunca presidente dos EUA, por mais irresponsável, iletrado e insultuoso que fosse, que através de um simples ataque em solo estrangeiro não deixasse de se redimir aos olhos de certos comentadores. Assim que Trump vestiu a farda de “polícia do mundo”, as coisas voltaram ao normal na normalidade mais perigosa que há: a imprensa norte-americana adora um presidente que bombardeia e, apesar das aparências, Trump adoraria ter uma imprensa que o adorasse.
Para quem não gosta de nenhuma das opções acima só vejo um caminho: o do direito internacional e da Organização das Nações Unidas. Neste caso, porém, o direito internacional não pode ser entendido apenas como o direito das relações entre Estados, mas antes como a esfera da realização progressiva dos direitos humanos em todo o mundo. E a ONU, com todos os seus defeitos, deve ser entendida como o melhor fórum possível para a tomada de decisões em nome da humanidade, incluindo quando se torna necessário o recurso à força contra crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou violações generalizadas de direitos humanos.
É por isso que importa, e muito, que o ataque ordenado por Trump contra Assad tenha sido ilegal. Digo isto estando convencido que Assad é um criminoso e atribuindo alta probabilidade a que os ataques com armas químicas da semana passada tenham sido da sua autoria. Mas é precisamente por isso que repudio qualquer ação contra Assad que, exceto em caso de emergência, não passe primeiro pelos seguintes passos: em primeiro lugar, pedir às Nações Unidas uma investigação sobre os factos no terreno; em segundo lugar, ir ao Conselho de Segurança garantir um mandato para agir; em terceiro lugar, e tão importante quanto os dois anteriores, cumprir escrupulosamente com o mandato concedido.
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quinta-feira

O milagre de Marcelo pela mão do Papa Chico


QUANDO O PAPA CHICO SOUBER QUE MARCELO ANDA PELAS RUAS DE LISBOA A DISTRIBUIR REFEIÇÕES QUENTES, O PAPA BEATIFICA-O. NESSE INSTANTE OCORRE MAIS UM MILAGRE EM FÁTIMA... 

O talento politico e social de Marcelo: a força do exemplo
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- MRS não era assim na Faculdade de Direito. Sob uma capa de simpatia e de se dar com todos, ela guardava distâncias e era formal, senão mesmo selectivo nos relacionamentos. 
- Uma vez locatário no Palácio Rosa - o novel PR procura desconstruir a sua imagem de menino que nasceu em berço de ouro na linha do Estoril e colou uma nova postura à sua personalidade: a da solidariedade activa nas ruas da capital, surpreendendo muitos e mostrando que o seu exemplo é, afinal, uma preocupação que os portugueses, no seu conjunto, devem ter doravante. 
- Com isto Marcelo conseguirá várias coisas no futuro imediato: (1) sensibilizar os portugueses para serem mais solidários para com os deserdados da vida; (2) potenciar o trabalho de ONGs e de Associações que operam no sector do apoio aos mais pobres e carenciados e que fazem das ruas os seus abrigos, as suas casas; (3) influenciar o Governo a tomar medidas no apoio ou combate à pobreza que, doutro modo, o governo não tomaria na medida em que estas acções jamais teriam a visibilidade pública que passaram a ter por força de MRS se ter posto no terreno (e sob os holofotes dos media que cobre estes eventos), qual Madre Teresa de Calcutá de calças que resolveu por o combate à pobreza na ordem do dia.

- Uma atitude e um comportamento que tem, certamente, mais virtudes do que vícios. Doravante, e neste domínio de acção, o Governo actuará em função daquilo que MRS disser que se faça. Por que é ele que passou a ter as chaves que guarda o templo da virtude.

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quarta-feira

Da pirotecnia e da morte - do pirotécnico ao bombeiro -


Da pirotecnia e da morte
- do pirotécnico ao bombeiro -

- O dado primacial é lamentar profundamente a morte de várias pessoas ligados àquela perigosa actividade, em Lamego.
- Outro aspecto é ver o PR a apresentar-se em cada evento - de alegria ou de tristeza - convertendo assim a função presidencial numa espécie de saltimbanco - instalando o Palácio de Belém - onde houver espectáculo ou desgraça por esse Portugal profundo.
- Mas o que é irónico nesta representação é constatar que Marcelo, enquanto comentador, plantava farpas semanalmente e incendiava a vida pública em Portugal; como PR tenta doutrinar a paz, a bondade e a harmonia entre os homens.
- Agora é bombeiro. É, de facto, um trajecto CURIOSO. 
Nem ele conseguiria antever a sorte que em vida lhe coube.
Mas é a vida, como diria Guterres.

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segunda-feira

Partir - por Álvaro de Campos -

Foto de Rui Matos.
Partir! 
Nunca voltarei, 
Nunca voltarei porque nunca se volta. 
O lugar a que se volta é sempre outro, 
A gare a que se volta é outra. 
Já não está a mesma gente, nem a mesma luz, nem a mesma filosofia.
Álvaro de Campos

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domingo

Evoc. de T.S. Eliot - A Terra Desolada -

(T. S. Eliot)
Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; nos surpreendeu, caindo do Starnbergersee
Com um aguaceiro. Paramos junto aos pórticos
E ao sol caminhamos pelas aleias de Hofgarten,
Tomamos café, e por uma hora conversamos.
Big gar keine Russin, stamm’ aus Litauen, echt deutsch.
Quando éramos crianças, na casa do arquiduque,
Meu primo, ele convidou-me a passear de trenó.
E eu tive medo. Disse-me ele, Maria,
Maria, agarra-te firme. E encosta abaixo deslizamos.
Nas montanhas, lá, onde livre te sentes.
Leio muito à noite, e viajo para o sul durante o inverno.
Que raízes são essas que se arraigam, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa? Filho do homem,
Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam,
nem te consola o canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.
(Trecho de Terra Desolada, de T. S. Eliot. Tradução de Ivan Junqueira)

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sábado

Quando o lagarto fica azul

QUANDO O LAGARTO FICA AZUL...


Nunca o Sporting torceu tanto pelo Porto como neste clássico com o Benfica, na Catedral da Luz. Se não podes vencê-los...

O meu desejo é que percam ambos, e percam bem, ou seja, com justiça desportiva e fair-play

Ah, e já agora sem autocarros incendiados e facadas entre adeptos de ambos os lados e entre estes e as autoridades. 




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quinta-feira

Nós vamos todos pagar o Novo Banco - Teixeira dos Santos -



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Ricardo Salgado será um passivo tóxico na vida de todos os portugueses durante muitos anos


Do esbulho da banca consentida pelo Estado
- O "outro", de forma mais metafórica, dizia: "ai aguenta, aguenta"...
- Teixeira dos Santos - é mais terra-a-terra e defende que somos nós, contribuintes, a pagar a corrupção institucionalizada por Ricardo Salgado, primeiro, e as despesas da constituição do Fundo de Resolução, depois, para suprir a forma (subvalorizada) como o Novo Banco foi vendido à Lone Star.
- Seja como for, a deputação no Parlamento, caso haja vontade, terá sempre meios para legislar e regular a forma pela qual esses prejuízos não deverão reflectir-se nos clientes e nos contribuintes. 
- Cumpre, pois, à deputação no Parlamento impedir que mais esse esbulho ocorra em Portugal, mesmo sob as barbas do Estado que, avido, assistiu a todo esse crime económico-financeiro em Portugal, e cuja origem aponta para um nome cimeiro: Ricardo Salgado, mas não está só... 
- Faça-se o arresto a todos os bens da família Salgado, e também aos "granadeiros e bavas" da finança em Portugal - para, do resultado da venda desses bens, ajudarem a pagar esse fartar de vilanagem que, durante três décadas, alimentou as clientelas do chamado "centrão político" em Portugal, ou seja, PSD e PS e respectivos boys, muitos dos quais passaram e enriqueceram com negociatas através dessa imensa placa giratória que foi a CGD, hoje designado "Copos, Gajas e Despesas"... , segundo a versão do caracolinho-lambido holandês que ainda não se demitiu, aguarda que o empurrem do Eurogrupo.


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Teixeira dos Santos: “Nós vamos todos pagar” o Novo Banco, (Link Expresso)

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quarta-feira

Aeroporto Internacional da Madeira: do nome e da coisa nomeada

Nota prévia: Todos conhecemos a dificuldade em definir o que é a cultura. Contudo, ela anda associada ao conhecimento, à arte, aos costumes, à lex, aos hábitos e a um conjunto de capacidades e competências que temos em nos adaptar a uma dada sociedade. De facto, capacidade adaptativa o CR/7 tem, mas falta-lhe todas as outras dimensões, apesar de se mostrar sensível a fazer doações para povos em dificuldades, ou, mais pontualmente, ajudar monetariamente crianças com doenças graves. Também aqui há uma dimensão de marketing planetário que o jogador tem sabido aproveitar e capitalizar. 

O que melhor define a cultura portuguesa é, consabidamente, o saudosismo e o fado é, talvez, a dimensão artística e musical que melhor ilustra essa realidade que marca a nossa personalidade colectiva. Alguma personalidade oriundo dessa área, faria jus ao nome do aeroporto internacional da Madeira.

Uma outra vertente ou dimensão da cultura repousa num conjunto de ideias (politicamente relevantes), comportamentos e práticas sociais aprendidos de geração em geração e que se vão integrando nos valores da sociedade, enriquecendo-a. A esta luz, Alberto João Jardim foi aquele que mais se bateu pela criação a autonomia da Madeira (ainda que à custa dos orçamentos nacionais ao longo de décadas); e da sua governação, goste-se ou não dele, os madeirenses viram as suas vidas melhoradas em resultado de décadas de progresso e desenvolvimento e de diminuição da insularidade. 

Pelo que seria mais justo adoptar o seu nome àquela importante infra-estrutura, mas, como sabemos, a política atravessa tudo, por vezes de forma cortante, e as péssimas relações pessoais entre o anterior Presidente do Governo Regional da Madeira e o presidente em funções, Miguel Albuquerque, ajudam a explicar o ponto a que chegámos. Por maioria de razão, João Gonçalves Zarco - até por ter povoado e administrado a ilha - seria uma eficiente opção, em alternativa a João Jardim. Mas a história é o que é, e por vezes sofre dum esquecimento congénito ou duma memória selectiva por parte de quem ocupa o poder a dado momento. 

Em matéria de adaptabilidade, quer João Jardim quer Gonçalves Zarco teriam mais e melhor perfil do que o futebolista que, em rigor, apenas deveria ser comparado com os demais futebolistas para não amalgamar tudo e apoucar as instituições e escavacar o ritmo da história e a própria dimensão da cultura, lato sensu. 

Mas a cultura também é o que é, sub-produto das "elites" que, a dado momento, ocupam o poder e que não hesitam em ceder à tentação da imagem global que CR/7 corporiza, pensando esses agentes políticos que isso dá prestígio, poder e soma influência aos mecanismos decisórios e aos seus promotores. Aqui temos Marcelo, M. Albuquerque e outros players que, assim, um pouco cínicamente, se associam a este tipo de patrocínio um pouco deslocado no baptismo ao aeroporto internacional da Madeira. 


Podemos sempre dizer que o futebolista representa uma das dimensões da cultura, mediante a prática de desporto/futebol de alta competição, e que essa dimensão alcançou uma escala planetária. Mas não podemos esquecer que daí não decorre um conceito de cultura associada a um conceito de desenvolvimento, progresso económico e social, e até disseminar na sociedade novas formas de pensar e de viver inerentes ao desenvolvimento da condição humana.

Em suma: é bom repor as coisas no seu devido lugar. Cristiano Ronaldo dá xutos na bola, com isso ganha milhões, mas daí a empolar esse fenómeno a uma questão de cultura - em sentido amplo - é uma tremendo exagero. É como forçar uma couve a gerar uma rosa. 

Quanto à estátua que lhe fizeram, certamente por maldade (ou incompetência), ela mais parece ter saído do crematório do Alto de São João. Até nisso este episódio de cultura paroquial foi infeliz.

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É uma escolha arriscada, corajosa e excecional"








O Presidente da República considerou, esta quarta-feira, que a atribuição do nome de Cristiano Ronaldo ao aeroporto da Madeira foi uma "escolha arriscada", "corajosa". "É uma escolha excecional para uma personalidade excecional que temos a certeza que nunca nos desiludirá", declarou.
A cerimónia de alteração do nome do aeroporto contou com a presença de centenas de pessoas para "homenagear um concidadão admirado por milhões de portugueses e de estrangeiros", indicou o chefe de Estado.
Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que quando "a Região Autónoma da Madeira decidiu dar o nome de Cristiano Ronaldo a este aeroporto, fê-lo pela mão do presidente do Governo Regional, legitimado pelo voto dos madeirenses" e salientou que "o poder político nacional todo ele respeitou essa manifestação de autonomia regional", atendendo à articulação com o "Estado Nação".
O chefe de Estado destacou também que "a excelência alimenta o orgulho nacional", projetando Portugal no mundo, porque Cristiano Ronaldo é "um exemplo", visto que a título individual é o "melhor jogador de futebol do mundo" e a título coletivo é o capitão da seleção nacional que é a campeã da Europa. Marcelo Rebelo de Sousa vincou que Cristiano Ronaldo também "projeta a Madeira e todo o Portugal de longe como mais ninguém nos cinco cantos do universo".
Sobre a escolha do nome, sustentou que "muita gente prefere atribuir a obras desta envergadura o nome de personalidades que já não pertencem ao mundo dos vivos, cujo percurso inteiro pode ser avaliado com distância e menor peso das inclinações de cada momento".
Marcelo Rebelo de Sousa realçou que, neste caso, a escolha foi feita "pelo caráter muitíssimo raro, para não dizer quase único" do internacional português, e sabendo dos "riscos" que a imprevisibilidade do futuro pode trazer. Para o chefe de Estado, esta é uma homenagem merecida e "a gratidão devida, certamente a pensar em duas razões determinantes: a responsabilidade de Cristiano Ronaldo e a confiança ilimitada que a Madeira e todo o Portugal nele depositam".
O Presidente da República considerou ainda que o futebolista é um exemplo para as crianças que "o admiram com gratidão e carinho sem limite, a começar naqueles miúdos que com bolas feitas de pouca coisa jogam nas vielas dos bairros mais pobres e todos eles sonham poderem vir a ser um dia Cristiano Ronaldo".
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Nuno Júdice e Maria Helena Vieira da Silva: o jogo


Um poema de Nuno Júdice: jogo
Um quadro de Maria Helena Vieira da Silva: partida de xadrez (1943)

A partida de xadrez Maria Helena Vieira da Silva

Jogo

Eu, sabendo que te amo, 
e como as coisas do amor são difíceis, 
preparo em silêncio a mesa 
do jogo, estendo as peças 
sobre o tabuleiro, disponho os lugares 
necessários para que tudo 
comece: as cadeiras 
uma em frente da outra, embora saiba 
que as mãos não se podem tocar, 
e que para além das dificuldades, 
hesitações, recuos 
ou avanços possíveis, só os olhos 
transportam, talvez, uma hipótese 
de entendimento. É então que chegas, 
e como se um vento do norte 
entrasse por uma janela aberta, 
o jogo inteiro voa pelos ares, 
o frio enche-te os olhos de lágrimas, 
e empurras-me para dentro, onde 
o fogo consome o que resta 
do nosso quebra-cabeças. 

Nuno Júdice, in "A Fonte da Vida" 
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terça-feira

Aumento do IMI - no comércio e serviços. "Parabéns" António Costa e Centeno

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Como o sector da restauração está em "alta"...


- Como o comércio e serviços estão em alta;

- Como a economia nacional, de súbito, "ficou próspera" - o PM, António Costa e M. Centeno (Ministro das Finanças) decidiram aumentar/actualizar os valores patrimoniais dos imóveis ligados aqueles sectores, agravando assim os respectivos IMIs.

- Sucede, porém, que nem a restauração está em alta, nem a baixa do IVA representou qualquer ganho para os empresários daquele sector, por isso este aumento selvagem de impostos, incluído no Orçamento de Estado de 2016, espelha o continuismo perigoso da austeridade de Passos Coelho e da Troika que, neste particular, A.Costa foi um fiel seguidor. Ou seja, foi igual ou pior àqueles que criticou no passado recente, e isso é feio (politicamente). 

- Com essa medida, lesiva de interesses legítimos que deviam ser acautelados, perderá o chefe da geringonça milhares de votos. E se assim for, deverá perdê-los para o BE e o PCP, e perde bem. 

- No fundo, o Governo existe para esmifrar o contribuinte até à exaustão, e isso não será governar, mas esbulhar  sem critério, ou melhor, o critério é sacar o mais possível aos rendimentos dos contribuintes para engordar os cofres do Estado. 

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Afinal, o que é inteligência?”





Ninguém na base tinha visto uma nota dessas e durante duas horas eu fui o assunto principal.
(Não significou nada – no dia seguinte eu ainda era um soldado raso da KP – Kitchen Police)
Durante toda minha vida consegui notas como essa, o que sempre me deu uma ideia de que eu era realmente muito inteligente. E eu imaginava que as outras pessoas também achavam isso.
Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas académicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha? Porém, na verdade, será que essas notas não significam apenas que eu sou muito bom para responder um tipo específico de perguntas académicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha?
Fonte: huffpost.com.
Por exemplo, eu conhecia um mecânico que jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente que ele.
Mas, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos.
No fim, ele sempre consertava meu carro.
Então imagine se esses testes de inteligência fossem preparados pelo meu mecânico.
Ou por um carpinteiro, ou um fazendeiro, ou qualquer outro que não fosse um académico.
Em qualquer desses testes eu comprovaria minha total ignorância e estupidez. Na verdade, seria mesmo considerado um ignorante, um estúpido.
Em um mundo onde eu não pudesse me valer do meu treinamento académico ou do meu talento com as palavras e tivesse que fazer algum trabalho com as minhas mãos ou desembaraçar alguma coisa complicada eu me daria muito mal.
A minha inteligência, portanto, não é algo absoluto mas sim algo imposto como tal, por uma pequena parcela da sociedade em que vivo.
Vamos considerar o meu mecânico, mais uma vez.
Ele adorava contar piadas.
Certa vez ele levantou sua cabeça por cima do capô do meu carro e me perguntou:
“Doutor, um surdo-mudo entrou numa loja de construção para comprar uns pregos. Ele colocou dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imitou umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego. Ele queria comprar uma tesoura. Como o senhor acha que ele fez?”
Eu levantei minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, como uma tesoura.
“Mas você é muito burro mesmo! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir”
Enquanto meu mecânico gargalhava, ele ainda falou:
“Tô fazendo essa pegadinha com todos os clientes hoje.”
“E muitos caíram?” perguntei esperançoso.
“Alguns. Mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funcionar”.
“Ah é? Por quê?”
“Porque você tem muito estudo doutor, sabia que não seria muito esperto”

E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão nisso tudo.
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Tradução feita por Update or Die. Original: What Is Intelligence, Anyway?.
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O teatro da nossa vida



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Na base do teatro estão as tragédias gregas. Mas o nosso mundo, desde há meio século, as tragédias ganharam lugar noutras narrativas: nas novelas, nos filmes, na vida política no interior das nossas sociedades, enfim, na história do nosso quotidiano. A marcar esse climax há sempre um herói ou uma heroína. 

Sem esforço, ilustramos nessa dramaturgia moderna e pós-moderna alguns personagens: Trump, Merkel, Putin..., só para citar os mais mediáticos.

São heróis, heroínas ou vilões, consoante quem os avalia e os interesses agrupados em torno dessas avaliações. O que é certo é que no seio desse mega-teatro estão "eles-e-nós", que, em nossas casas vamos ecoando aquilo que eles dizem e o que nós pensamos acerca do que dizem. Somos, simultaneamente, os destinatários e a plateia daquelas mensagens, mesmo que discordemos delas. 

Sem querer, acabamos por ser ampliadores das mensagens daqueles personagens que, não raro, estão do lado errado da história, das relações internacionais, da paz, da prosperidade e da economia de bem-estar que almejamos. 

Temos, pois, que deixar de ser essa caixinha de ressonância e quebrar esse coro de plateia que ainda fazemos, sobretudo na Europa. 

Temos, acima de tudo, e na esteira de Bertolt Brecht que romper essa relação de intermediário flácido entre aqueles personagens e as plateias que integramos. Resgatar essa nova condição do coro que teremos de passar a ser, constitui o novo teatro que temos o dever de (re)inventar. Essa nova circunstância requer, essencialmente, que deixemos de estar anestesiados. 

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segunda-feira

Dia Mundial do Teatro - dia de mestre Gil Vicente -


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— Está é a experiencia.
Dinato, escreve isto bem.
— Que escreverei, companheiro?
Que Ninguém busca consciência, e Todo Mundo busca dinheiro
Gil Vicente
Foges-me, sabendo certo 
que passo perigo marinho, 
e sem ti vou tão deserto 
que, quando cuido que acerto, 
vou mais fora de caminho.

Não cureis de vos matar, 
que ainda estais em idade 
de crecer. 
Tempo há i pera folgar 
e caminhar... 
Vivei à vossa vontade, 
e havei prazer.
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