quinta-feira

Vitor constâncio - o novo holandês -


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Do novo holandês...

- Há muito que se percebeu que um tal Vitor Constâncio, conhecido por, na qualidade de ex-Governador do BdP ter permitido o BPN e todas as desbundas financeiras sem que o supervisor actuasse oportunamente, é "o novo holandês".
- Pelo menos, comporta-se como tal por OMISSÃO: foi assim enquanto ex-Governador do BdP; é agora assim na qualidade de Vice-PR do BCE. Essa sua dupla e pesada biografia é profundamente lamentável. 
-Tirar-lhe a nacionalidade portuguesa por esse tipo de crime económico lesivo da soberania nacional era o mínimo.






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quarta-feira

O padrinho Schauble e o afilhado falsificador de currículos: a miséria da Europa, a Europa miserável

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Konrad Adenauer, W.  Churchil, Alcide de Gasperi, Sico Mansholt, Paul Henri-Spaak, Altiero Spineli e, claro, Jean Monnet e Robert Schuman. Quem conheceu a importância histórica destes vultos da história do pós-IIGM - e da História Geral da Europa após 1945 - e compreendeu o papel que tiveram no termo da Guerra e no início da fundação do Velho Continente através da reconstrução da Europa - mediante um conjunto de mecanismos de cooperação, solidariedade  e de recriação de políticas públicas em todos os domínios e sectores de actividade - e compulsa esses valores e esses dados com a importância relativa destes dois miseráveis merceeiros - W. Schauble e Desseblooooommmm - e fautores do regime austeritário eurocrático, só pode rir-se desta Europa a brincar que se encontra sem projecto, sem voz autónoma no mundo e descredibilizada perante tudo e todos.

Tal deve-se a políticos incapazes e com uma visão estritamente monetarista do projecto europeu que só existe, neste momento, para por os países do sul a engordar a banca dos países do Norte, mormente a Alemanha e a Holanda - mediante o pagamento de juros usurários que só pode empobrecer as periferias desta mesma Europa que hoje definha. 

E é por isso que é urgente afastar o ainda presidente do Eurogrupo, que já foi derrotado nas eleições holandesas, e aguarda-se que o diabólico Schauble esteja na calha e encontre o mesmo destino em breve. 

  • Para uma revisão da História da Europa encontra aqui informação especializada da maior utilidade. 



"Há mais de meio século, um certo número de líderes visionários inspiraram a criação da União Europeia onde vivemos hoje. Sem a sua energia e motivação, não estaríamos a viver na esfera de paz e estabilidade que hoje consideramos um dado adquirido. De combatentes da resistência a advogados, os fundadores da UE formavam um grupo de personalidades provenientes de diferentes quadrantes que partilhavam o mesmo ideal: a criação de uma Europa pacífica, unida e próspera. A presente brochura descreve o percurso de 11 dessas personalidades. Muitas outras inspiraram o projeto europeu e contribuíram de forma incansável para a sua realização". [...]

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O holandês USURÁRIO

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O que este misógino ignorante e falsificador de currículos não disse é que pagamos boa parte da riqueza que geramos no PIB a pagar o juros USURÁRIOS do dinheiro que nos emprestaram, daí a relevância da renegociação/reestruturação da dívida. Mas isso só após as eleições na Alemanha..., cujo padrinho W. Schauble - ainda se encontra no poder. 

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Resposta ao pequeno holandês - por Ferreira Fernandes -

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A imagem foi picada por mim na Net. 
O texto infra é de Ferreira Fernandes, DN, que mima assim o misógeno holandês que entrou em desespero após ter perdido as eleições na Holanda. 
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Resposta ao pequeno holandês

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Dedicada ao Jeronnmnmnmnmm Dssssjjhdgdlhjsbloem - A Água - por Bocage -

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Jeroen Dijsselbloem - é com este nome intragável que a poesia de Bocage

tem o dever de revelar o antídoto adequado, por entre mulheres e copos - que

são os actos falhados no misógeno jeroen.

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"A Água"

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.


Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a c.... e o berbigão.


Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a c... e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao c........


Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber ás fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.

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As Três Idades do Homem - por Ticiano




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terça-feira

Do pequeno terrorismo e criminalidade de baixa intensidade

Nota préviaDo pequeno terrorismo e criminalidade de baixa intensidade

- A semana passada alguém terá colocado uma mala na Gare do Oriente, em Lisboa, que se suspeitou tratar duma ameaça terrorista. O facto envolveu a deslocação de meios policiais (em terra e ar) e complicou a vida a milhares de pessoas que, em horas de ponta, viram as suas vidas alteradas. E foi esse o objectivo da ameaça: alterar a qualidade de vida e afectar a normalidade da vida urbana.

- Hoje deparamo-nos com este facto na CML, que pode prenunciar uma tentativa de intimidar e por em risco a segurança de pessoas e bens - agora dentro de instituições do Estado.

- Começa aqui a verificar-se uma pequena tendência para amedrontar, limitar a liberdade e criar um clima de medo que altera a vida em sociedade.

- Aguardemos pelos desenvolvimentos, para aferir se das ameaças se passam aos actos, ou aquelas não passam disso mesmo: ameaças não concretizadas.

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Praça do Município, em Lisboa, isolada


Ao abrir um pacote, a mulher terá sentido um ardor nos olhos e ainda uma obstrução parcial das vias respiratórias. Fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil disse à TSF que o pacote "continha uma substancia branca" que ainda não foi identificada.e
Mas "é possível estarmos perante matérias químicas".
A mulher foi, de imediato, isolada e assistida e "não há perigo de contágio"
No local, além dos Sapadores de Lisboa, com quatro viaturas e 11 operacionais, está também a PSP e uma viatura do INEM.
Neste momento, está ainda delimitado um perímetro de segurança junto da Câmara Municipal.
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sexta-feira

Os deputados que são sócios de empresas com contratos públicos

Resultado de imagem para tráfico de influênciasNota prévia: Sabemos que tradicionalmente o Parlamento - por ser a casa das leis - é maioritariamente composta por deputados cuja profissão é serem advogados, logo terem uma maior familiaridade com as leis e com o conjunto das vantagens decorrentes dessas capacidades e competências que, em rigor, estão presentes em todos os sectores e domínios de actividade.

Alguns desses deputados alegam ainda que ao acederem à função de deputados, seguramente para valorizarem a região ou o círculo eleitoral pelo qual são eleitos, têm de suspender a sua "brilhante" carreira liberal de advogados, e, ao fazê-lo, perdem a carteira de clientes que teriam caso não ascendenssem "à deputação" da nação. 

Na prática e salvo raras excepções, este argumento não passa duma falácia, pois o que verdadeiramente sucede é o que está à vista e a investigação infra documenta, além de que muitos desses deputados - alguns são pequenos advogados de província - apenas passam a angariar bons e grandes clientes a partir do momento em que se tornam deputados, até lá têm apenas pequenos clientes cujos proveitos são pequenos. 

Seja como for, importa ler o resultado desta oportuna investigação e, acima de tudo, criar um mecanismo eficaz de regulação e punição dessas incompatibilidades para evitar que, doravante, as redes clientelares de corrupção não alastre no país e transforme este nosso belo Portugal, como lhe chamava Eça, num antro de agentes políticos corruptos que, a partir do próprio Parlamento e sob o manto de que ingressam na deputação para valorizarem o país, mais não fazem do que pretender enriquecer e alargar a sua rede de tráfico de influências para, por sua vez, redistribuir pelos amigos políticos mais e melhores benesses nesse ciclo vicioso da corrupção que já há muito está institucionalizada em Portugal..

E desde logo encontra o seu NINHO na própria casa da democracia, o que não deixa de ser um escandaloso e tremendo paradoxo.  

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Investigação do Jornal Económico revela deputados com mais de 10% do capital de empresas que beneficiaram de adjudicações de entidades públicas. Subcomissão de Ética reúne-se hoje para analisar casos.


Os deputados à Assembleia da República (AR) podem trabalhar em simultâneo – como administradores, consultores, advogados, etc. –  para empresas que celebram contratos com entidades públicas, mas não podem deter mais de 10% do capital social dessas empresas. É uma das poucas restrições inscritas no Estatuto dos Deputados (ED).
Segundo o Artigo 21º Impedimentos, é vedado aos deputados “no exercício de atividade de comércio ou indústria, direta ou indiretamente, com o cônjuge não separado de pessoas e bens, por si ou entidade em que detenha participação relevante e designadamente superior a 10% do capital social, celebrar contratos com o Estado e outras pessoas coletivas de direito público, participar em concursos de fornecimento de bens ou serviços, empreitadas ou concessões”.
No entanto, o Jornal Económico detetou oito casos em que o cumprimento dessa norma gera dúvidas. Os deputados em causa (ver caixas) têm participações superiores a 10% em empresas (ou sociedades de advogados) que firmaram contratos com entidades públicas, ao mesmo tempo que exercem funções na AR. Com a agravante de serem contratos por ajuste direto, sem concurso público. Ao que acresce a revelação de que alguns dos deputados terão omitido (nos registos de interesses) participações que detêm noutras empresas.
Questionado pelo Jornal Económico sobre estes oito casos, o presidente da Subcomissão de Ética, Luís Marques Guedes (deputado do PSD), informa que as situações vão ser averiguadas: “A Subcomissão de Ética, como lhe compete, solicitou aos deputados visados os esclarecimentos necessários para aferir das dúvidas que estão a ser colocadas. Na sequência dessa aferição, a Subcomissão de Ética responderá ao por si suscitado”.
De acordo com o ED, ao verificar que a referida norma foi infringida, a Subcomissão de Ética poderá notificar o deputado para, no prazo de 30 dias, “pôr termo a tal situação”. Mais, poderá sancioná-lo com “advertência e suspensão do mandato enquanto durar o vício, e por período nunca inferior a 50 dias, bem como a obrigatoriedade de reposição da quantia correspondente à totalidade da remuneração que o titular tenha auferido pelo exercício de funções públicas, desde o início da situação de impedimento”.
Para João Paulo Batalha, porta-voz da Transparência e Integridade, Associação Cívica (TIAC), estamos perante “um testemunho eloquente da indiferença, até do desprezo, com que estes deputados encaram a conduta ética dos titulares de cargos públicos e as leis referentes a incompatibilidades e impedimentos. Infelizmente, a política em Portugal tornou-se um terreno fértil para ‘políticos de negócios’ que, numa situação de absoluta promiscuidade entre o interesse público e os seus interesses privados, promovem negócios com o Estado para proveito próprio ou de amigos. E o abuso desse poder público para benefício privado é a nossa definição de corrupção”.
“Pior do que a conduta destes oito deputados é a cultura de absoluta permissividade das instituições de controlo, a começar pela Subcomissão de Ética,” considera o porta-voz da TIAC. “Qualquer punição exemplar nestes casos, a ocorrer, seria absolutamente inédita, uma vez que a Subcomissão de Ética – e as várias Comissões de Ética que a antecederam – nunca teve, ao longo dos anos, qualquer papel reconhecível na verificação de incompatibilidades e impedimentos e na promoção de padrões éticos na vida política”.
Batalha conclui que se trata de “um organismo tornado inútil pela reiterada falta de vontade política dos deputados que a compõem e que tem contribuído, como poucas outras instituições neste país, para o descrédito da política e das instituições democráticas”.
Sociedades de advogados
Entre os oito casos assinalados, quatro envolvem a prática de advocacia: Luís Montenegro, Paulo Rios de Oliveira e Ricardo Bexiga em sociedades de advogados e Guilherme Silva em nome individual. Uma fonte próxima de Montenegro explica que a Sousa Pinheiro & Montenegro é uma sociedade civil, à qual se aplicam as normas da lei civil em detrimento das normas da lei comercial. Mais, diz que a advocacia não funciona segundo a lógica das atividades de comércio e indústria, referidas na norma do ED, pelo que não há impedimento. A mesma fonte acrescenta que se trata de uma profissão liberal e regulamentada por leis próprias, nomeadamente o Estatuto da Ordem dos Advogados que não estabelece qualquer incompatibilidade ou impedimento para os deputados. Caberá à Subcomissão de Ética avaliar se essa interpretação jurídica é ou não válida.


José rui cruz 
(PS)

Assumiu o mandato de deputado à AR em Outubro de 2015, mas ainda assim continuou a desempenhar as funções de gerente da empresa Frutas Cruz II Lda. até Abril de 2016. José Rui Cruz mantém 34% do capital social dessa empresa, a qual tem 20 contratos por ajuste direto registados no portal “Base”, perfazendo um valor global de cerca de 164 mil euros. Três desses contratos (visando a “aquisição de produtos alimentares” e totalizando cerca de 25 mil euros) foram celebrados entre Dezembro de 2015 e Março de 2016, com a Guarda Nacional Republicana e duas escolas públicas, quando o gerente e sócio da Frutas Cruz II Lda. era deputado ao mesmo tempo. Questionado sobre estes dados, Cruz mostrou-se disposto a explicar a situação mas acabou por não responder.

Fernando Virgílio Macedo (PSD)

Foi eleito deputado em 2011 e integrou o Conselho de Administração da AR (até 2015), ao mesmo tempo que prosseguiu a atividade de gerente da Virgílio Macedo SROC Unipessoal (VMSU). A empresa é detida a 100% pelo deputado Fernando Virgílio Macedo e presta serviços de auditoria, revisão legal de contas e consultoria. Desde que Macedo entrou no Parlamento, a VMSU firmou dois contratos por ajuste direto (“aquisição de serviços de auditoria externa”) com entidades públicas: o Município de Valongo em 2014, por 25 mil euros, e o Município de Vila Nova de Gaia em 2013, por 58 mil euros.
Em 2015, o total de vendas faturado pela VSMU foi de 122 mil euros. Outro dado a ter em conta (e omitido no registo de interesses) é que Macedo tem uma participação de 33,33% na empresa Rodrigo, Grégório & Associado SROC Lda., a qual já obteve sete ajustes diretos (municípios de Chaves e Vila Nova de Gaia, entre outros), perfazendo um valor de cerca de 168 mil euros, enquanto Macedo exerce o mandato de deputado. O total de vendas desta empresa em 2015 cifrou-se em 455 mil euros. Confrontado com estes factos, Macedo respondeu: “Perante as questões colocadas, já contatei a Subcomissão de Ética para esclarecimento total e cabal das mesmas, sendo que, na minha opinião, obviamente, não existiu qualquer incumprimento do Estatuto dos Deputados.”

Luís Montenegro (PSD)

Está na AR desde 2002, é o atual líder parlamentar do PSD e continua a exercer advocacia ao mesmo tempo, sendo proprietário de 50% do capital social da Sousa Pinheiro & Montenegro. Entre 2014 e 2017, a firma de Montenegro obteve seis contratos por ajuste direto de entidades públicas: quatro do Município de Espinho (presidido por Joaquim Pinto Moreira, do PSD) e dois do Município de Vagos (presidido por Silvério Regalado, do PSD), perfazendo um valor global de cerca de 188 mil euros. O contrato mais recente foi assinado no dia 18 de Janeiro de 2017, visando a “aquisição de serviços jurídicos e de contencioso” pelo Município de Espinho, por 36 mil euros. Montenegro foi presidente da Assembleia Municipal de Espinho (2009-2013) e vereador na Câmara Municipal de Espinho (1997-2001). Perante estes dados, fonte próxima de Montenegro invoca que a Sousa Pinheiro & Montenegro é uma sociedade civil e que a advocacia é uma profissão liberal que não funciona segundo a lógica das atividades de comércio e indústria, pelo que o impedimento previsto no ED não se aplica ao seu caso.

Ricardo bexiga
(PS)

Tornou-se deputado em 2015, mantendo a atividade paralela de advogado e administrador da firma Ricardo Bexiga, Oliveira e Silva & Associados, na qual detém 60% do capital social. Em Abril de 2016, a firma de Bexiga celebrou um contrato por ajuste direto com o Município de Valongo, por 62 mil euros, visando a aquisição de “serviços de advocacia e demais serviços de natureza jurídica”. Este já é o quarto contrato (totalizando mais de 200 mil euros) que Bexiga obtém do Município de Valongo desde que José Ribeiro, do PS, assumiu a presidência daquela autarquia em 2013. Questionado sobre estes dados, Bexiga alegou que “as autarquias são as entidades em que se organizam as comunidades locais, nada tendo a ver com o aparelho do Estado, seja da administração direta, seja da administração indireta e das respetivas pessoas coletivas públicas.” Pelo que “o impedimento não tem aqui aplicação,“ concluiu o deputado. No entanto, a lei refere-se explicitamente a “celebrar contratos com o Estado e outras pessoas coletivas de direito público,“ onde se inserem as autarquias. Além da sociedade de advogados, Bexiga também mantém uma participação de 2% na empresa Quaternaire Portugal. Desde Outubro de 2015, quando Bexiga assumiu o mandato de deputado, a Quaternaire Portugal já obteve 39 contratos por ajuste direto de entidades públicas, faturando cerca de 1,35 milhões de euros.

Luís Moreira Testa (PS)

Ao ser eleito deputado em 2015, Luís Moreira Testa declarou no registo de interesses que tem participações em duas empresas: 33,3% da Up2Com e 21,18% da CCP e Associados. Contudo, não referiu que o cônjuge (em comunhão de adquiridos), Maria Arménia Moreira Testa, detém 15,39% de uma outra empresa – Costa, Calado, Pina e Associados Lda. – que celebrou um contrato por ajuste direto com o Município de Portel, em Julho de 2016 (quando Testa já era deputado), visando a “publicitação de eventos, feiras e iniciativas”. O preço contratual foi de 2.400 euros. A Up2Com também tem dois contratos por ajuste direto com entidades públicas, registados no portal “Base”, mas são anteriores à entrada de Testa no Parlamento.

Renato Sampaio
(PS)

É deputado à AR desde 1999 e no registo de interesses declara apenas uma participação no capital social da empresa Nuno Sampaio – Arquiteto Lda., detida em 15% pelo cônjuge, Maria Sampaio, e em 85% pelo respetivo filho, Nuno Sampaio. Desde 2009, enquanto Renato Sampaio se mantém na AR como deputado, a empresa Nuno Sampaio – Arquiteto Lda. já obteve 15 contratos por ajuste direto de entidades públicas (Parque Escolar, Administração Regional de Saúde do Norte, Município de Castelo Branco, etc.), faturando um valor global superior a 716 mil euros. O contrato mais recente foi celebrado no dia 23 de Janeiro de 2017, com o Instituto Politécnico do Porto, visando a aquisição de “serviços de elaboração do projeto da residência de estudantes” por 71.200 euros. O mais avultado remonta a Março de 2010, quando a Parque Escolar adjudicou a “elaboração do projeto de arquitetura” de uma escola em Castelo de Paiva por mais de 204 mil euros, sem realizar um concurso público. Por outro lado, Renato Sampaio detém 49,90% da empresa Muro – Sociedade de Construções, mas terá omitido esse dado no registo de interesses.

Paulo Rios de Oliveira (PSD)

Deputado à AR desde 2011, em acumulação com as atividades profissionais de advogado e consultor jurídico, Paulo Rios de Oliveira detém 45% do capital social da Rios, Pinho & Cristo, sociedade de advogados que obteve dois contratos por ajuste direto da União das Freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, em Setembro de 2015 e Janeiro de 2016 (com Oliveira em plenas funções na AR), por cerca de 14 mil euros. Objeto dos contratos: “Aquisição de serviços de consulta jurídica, elaboração de documentos, contratos ou protocolos de natureza jurídica.” Oliveira também possui participações em duas sociedades imobiliárias (28% da Rent 4 You e 100% da Green Leaves) que não estão inscritas no seu registo de interesses. Importa salientar que Oliveira é membro da Subcomissão de Ética e da Comissão Eventual para o Reforço da Transparência no Exercício de Funções Públicas. Questionado sobre estes factos, o deputado não respondeu.

Guilherme Silva (PSD)

Foi deputado à AR durante 28 anos, entre 1987 e 2015, mantendo a atividade paralela de advogado. Nos últimos seis anos em que esteve na AR, de 2009 a 2015, Guilherme Silva obteve 25 contratos por ajuste direto de entidades públicas (Vice-Presidência do Governo Regional da Madeira, Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira, Universidade da Madeira, Estradas da Madeira, etc.), faturando um valor global de cerca de 638 mil euros. Quase todos os contratos visaram a aquisição de serviços de consultoria jurídica, representação jurídica ou elaboração de pareceres jurídicos. O mais dispendioso foi celebrado em Abril de 2014 com a Secretaria Regional do Plano e Finanças, por mais de 170 mil euros.
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quinta-feira

Caruso (Live). Luciano Pavarotti & Lucio Dalla (HQ)






Caruso

Qui dove il mare luccica e tira forte il vento
Su una vecchia terrazza davanti al golfo de surriento
Un uomo abbraccia una ragazza dopo che aveva pianto
Poi si schiarisce la voce e ricomincia il canto

Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene sai
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint' e vene sai

Vide le luci in mezzo al mare pensò alle notti là in america
Ma erano solo le lampare e la bianca scia di un elica
Senti il dolore nella musica e si alzò dal pianforte
Ma quando vide la lunauscire
Da una nuvola
Gli sembro più dolce anche la morte
Guardò negli occhi la ragazza quegli occhi verdi come il mare
Poi all'improvviso uscì una lacrima e lui credette di affogare

Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene assaie
E una catena ormai
Che scioglie il sandue dint' e vene sai

Potenza della lirica dove ogni dramma é un falso
Che con un po'di trucco e con la mimica puoi diventare un altro
Ma due occhi che ti guardano cosi vicini e veri
Ti fan scordare le parole confondono i pensieri
Cosi diventa tutto piccolo anche le notti là in america
Ti volti e vedi la tua vita come la scia di un'elica
Ma si é la vita che finisce ma lui non ci pensò poi tanto
Anzi si sentiva gia felice e ricominciò suo canto

Te voglio bene assaie
Ma tanto, tanto bene assaie
E una catena ormai
Che scioglie il sangue dint' e vene sai

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Aniversário - por Fernando Pessoa -


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No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu era feliz e ninguém estava morto. 
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos, 
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer. 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos, 
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma, 
De ser inteligente para entre a família, 
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim. 
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças. 
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida. 

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo, 
O que fui de coração e parentesco. 
O que fui de serões de meia-província, 
O que fui de amarem-me e eu ser menino, 
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui... 
A que distância!... 
(Nem o acho... ) 
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos! 

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa, 
Pondo grelado nas paredes... 
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas), 
O que eu sou hoje é terem vendido a casa, 
É terem morrido todos, 
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio... 

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ... 
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo! 
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez, 
Por uma viagem metafísica e carnal, 
Com uma dualidade de eu para mim... 
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes! 

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui... 
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos, 
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado, 
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa, 
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos... 

Pára, meu coração! 
Não penses! Deixa o pensar na cabeça! 
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! 
Hoje já não faço anos. 
Duro. 
Somam-se-me dias. 
Serei velho quando o for. 
Mais nada. 
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ... 

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 
Heterónimo de Fernando Pessoa 
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quarta-feira

A cambalhota de Jeroen Dijsselbloem - caiu do escadote da Holanda -

Resultado de imagem para Jeroen DijsselbloemO sujeito da imagem, que tem representado na Europa - como presidente do Eurogrupo - um manga-de-alpaca com uma visão de mercearia que tem apoucado a Europa e tornando-a um feudo para as exportações alemãs - viu o seu partido descer na lista de partidos na Holanda. 
- Duma posição de quase liderança passa para o fundo da tabela, talvez seja por isso que o caracolinho-dos-oculinhos financista veja as horas e pressinta que está na hora de zarpar. 

Afinal, o que fez este merceeiro pela Europa? ou será que foi a Europa que fez algo por ele...

É a hora de HIGIENIZAR o Eurogrupo. E, se possível, repensar o seu ideário e refundar a Europa do pós-IIGM num bloco económico, político e cultural capaz de responder aos desafios do séc. XXI.

O diabinho-Shauble, na Alemanha, está na calha.

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Pobre santana lopes. Pensa que Portugal é uma imensa misericórdia...


Nota prévia: Pobre santana lopes...

- Na altura em que foi PM (4 mesitos) e sucedeu a Barroso (que desertou deixando Portugal a arder) - sem qualquer legitimidade popular (como se o cargo em S. Bento fosse uma dinastia monárquica laranja ) - nunca conseguiu impor respeito e autoridade junto dos seus próprios ministros (que andavam literalmente à estalada no interior do executivo); agora, é o mesmo lopes que desafia Sampaio para, numa discussão pública com o ex-PR que o demitiu, granjear respeito no país.

- Este lopes tem muita piada... Deve pensar que o País é uma imensa misericórdia... e que todos continuam (ainda) a ter pena dele.

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terça-feira

Friedrich Nietzsche



Resultado de imagem para nietzscheA recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais.
Friedrich Nietzsche

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Não pagam impostos porque a terra é de Deus

Nota prévia: Amanhã todos os portugueses serão profundamente crentes em Deus 
e utilizarão massivamente a sua crença  junto da Autoridade Tributária. 
Chudleigh, a vila australiana da família Beerepoot, emigrantes com origem na Holanda
Uma família da Tasmânia (Austrália) recusa-se a pagar impostos locais há sete anos e tem um argumento inovador: a terra pertence a Deus.

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Um olhar do paraíso



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segunda-feira

Susana Félix - Um Lugar Encantado

Susana Félix - ficA.







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domingo

Depois da vida... - por Raul Brandão -

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Muitos filósofos identificavam a felicidade, o bem, a justiça, o belo, a verdade, a sabedoria como ideias e ideais a prosseguir, bens supremos a alcançar. Nessa senda alinham-se Aristóteles, Platão, Sócrates.

Com Raul Brandão, que não era filósofo, mas equacionava intensamente a sua existência e a sua circunstância, a metafísica ajustava-se do seguinte modo: 

Não me importa ser feliz - não me importa ser desgraçado. O que me importa é o que há depois, é o que está por baixo da terra e o que está por cima da terra (céu).

Nesta posição, Raul Brandão, e sem grande sofisticação reflexiva e teórica, acaba por ir mais longe do que os filósofos que conceberam grandes sistemas de pensamento, dado que ele coloca uma questão que atravessa os tempos e nunca foi (nem será!) respondida: o que há depois da vida findar?

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Re-Evocação de Raul Brandão (1867-1930)

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Como clássico que é Raul Brandão nunca sai do tempo nem do espaço que habita a nossa circunstância, que é o lugar onde as coisas se desenrolam, como diria Sto Agostinho. 

Numa das passagens de Húmus, Raul Brandão afirma: a vida é fictícia, as palavras perderam a realidade. E no entanto esta vida fictícia é a única que podemos suportar. Estamos aqui como peixes num aquário. E sentindo que há outra vida ao nosso lado, vamos até à cova sem dar por ela. (...) Estamos aqui a representar, remata RB, (Húmus, pág. 15).

No fundo, o autor sabia que construímos realidades paralelas, ao lado da vida real concebemos uma vida real alternativa mas que não pode ser vivida, senão pontualmente, fugazmente. No final, há que fazer a contabilidade do deve e haver dessa complexa conta de somar, subtrair, multiplicar e dividir. 

Em rigor, de que nos valerá fazer afirmações de princípio de que vamos conquistar o céu quando, na prática, não conseguimos usar da liberdade básica que queremos dispor para ser e estar com quem nos apetece. As cerimónias, os hábitos, o status quo acabam por impor o ritmo da vida, seguramente para proteger direitos e interesses adquiridos, não afectar a estabilidade sentimental ou emocional de terceiros.

Aquilo que é verdadeiramente alucinante em Raul Brandão, além da qualidade global da sua obra e enquanto pensador-escritor, é que ele compreendeu com tremenda lucidez que a vida é um simulacro. Parece até que sobre cada um de nós caiu uma camada de pó, como diz (pág. 20), e é isso que paralisa o homem à acção de molde a romper com rotinas, forças e experiências anteriores.

Por outro lado, a obra de Raul Brandão encerra uma outra grande vantagem (hermenêutica ou metodológica), que é a importância que ele concede aos mortos, como se entre os vivos e aqueles houvesse um fio contínuo, inquebrantável; como se os mortos fossem mais vivos do que os vivos, especialmente pela consciência de que o autor tem (à semelhança de Almada..) de que as palavras são ilusórias, vazias de sentido, gastas. E é nessa tomada de consciência que a vida na terra só ganhará algum sentido se olharmos para o céu. Mas também este é inalcançável. 

Em suma: estamos aqui todos à espera da morte!

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sábado

Uma couve não pode gerar uma rosa

Do perjúrio à humilhação:

- Após Paulo Núncio ter mentido compulsivamente acerca das suas próprias acções e omissões relativamente ao "apagão informático" que permitiu ocultar informações sobre transferências maciças de capitais para offshore (de 2011-15);
- Após ter dado múltiplas versões sobre a mesma matéria e tentado inculpar os serviços da AT;
- Após saber-se a actividade de Núncio como ex-advogado de empresas petrolíferas que mantinham relações financeiras com o BES (donde saiu a maior parte dos capitais);
- Após Paulo Núncio ter perdido a face à luz de factos objectivos - a presidente do seu partido tem a lata e a desfaçatez de (ainda) atirar poeira para os olhos dos portugueses sobre tão sensível matéria. 

É por essa razão que o cds tende a diminuir ainda mais a sua base de apoio sociológico, e do partido do táxi tenderá a ser o partido-Smart. E com tanta má fé política - que faz contrastar o interesse geral com o interesse particular de pessoas, grupos e corporações (protegidos por Núncio no Governo, o autor da famosa Lista VIP..) - só podemos concluir que uma couve jamais poderá gerar uma rosa, apesar do esforço gratuito da srª cristas.

O cds, nos últimos anos, e violando um legado de grandes serviços ao país (pela mão de Diogo Freitas do Amaral e de Francisco Lucas Pires) tem vindo a tornar-se um partido DISPENSÁVEL na democracia portuguesa e no sistema de partidos, pois o cds tem-se afirmado o partido do agricultor, do contribuinte, do idoso, do pescador, etc, etc que mais LUDIBRIOU, MENTIU e e PENALIZOU os portugueses, já que na oposição postula certas ideias e, uma vez no poder, comportou-se como um carrasco de todas essas classes sociprofissionais e dos portugueses em geral.  

Enfim, um partido em quem os portugueses não podem CONFIAR.





(link, DN)

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