quarta-feira

Evocação de Cecília Meireles



Em mim, não vejo começo nem fim
CM

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
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terça-feira

Rocha Tarpeia: a queda dum anjo

A METAFÍSICA DE BARCELONA: UMA NAÇÃO EM BUSCA DE UM HERÓI


Foto de Margarida Costa.

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domingo

O homem no acelerador de partículas. TinA & Eros

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segunda-feira

Da memória e do logro

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Podemos ter toda a ambição do mundo.

Podemos ter a maior presunção do mundo.

Podemos julgar que 5 milhões de pessoas são parvas.

Podemos até, no limite, presumir que 10 milhões de portugueses são idiotas

O que nunca podemos ter é uma terrível falta de memória. Porque um homem sem memória não tem futuro.

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sexta-feira

Evocação de Mário de Carvalho


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"A realidade é muito abusadora" foi a frase escolhida por Mário de Carvalho para o festival Escritaria (em 2013).

Mas como é uma frase poderosa e plural, que encerra uma tonelada de metafísica, deixo aqui esse desafio para que cada um de nós possa monologar com a frase e ver de que forma ela nos pode surpreender. 

De facto, assim é: a realidade é muito abusadora...

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quarta-feira

O maior puxão de orelhas que um PR dá a um PM em democracia...

... Nestes 42 anos após a revolução dos cravos. 

 Nem sequer foi a oposição de Passos e Cristas que tramaram A. Costa. Quem o tramou foi o tempo.
 Sim, o Sr. Tempo: um verão persistente e arrastado associado ao furacão Ophélia - criaram a tempestade perfeita para entalar o Governo de A. Costa e denunciar a incompetência, o desnorte e a inacção que grassa na esfera sensível da Administração Interna - que tutela a Protecção Civil, bombeiros, Siresp e conexos. 

 Imagine-se que, desde Junho que aniquilou Pedrogão, o PM actua e não espera por relatórios e manda limpar as matas, põe os militares fora dos quartéis, insta os privados a fazer um melhor ordenamento das suas matas (dando-lhes incentivos, baixa no IMI, por exemplo), requalifica os bombeiros, restaura os guardas florestais, aumenta a vigilância nos pontos de vigia e toma mais um conjunto de medidas simples associadas a esse processo de prevenção, qual teria sido o resultado? 

 Melhor, certamente!!!

Resultado de imagem para marcelo e antónio costaSucede, porém, que não foi isso que o país viu desde Junho. O que viu foi alguma soberba, teimosia e obstinação em manter no activo uma ave ferida nas duas asas e que nunca soube  o que fazer e como fazer, dado o grau de complexidade e especialização que a gestão dos riscos e prevenção a incêndios implica. 

Agora que Constança foi à vida dela, desejo que tinha desde Junho, o PM tem a braços uma moção de censura (algo oportunista) mas com fundamento político e moral, e um país irado contra si e o seu Governo. Para agravar a situação, foi esse mesmo Portugal profundo que viu o PR dar um valente abanão em A. Costa, que em menos de 10h. procedeu à demissão da sua querida e protegida ministra da AI, e foi instado pelo PR a reforçar o seu mandato na AR com os partidos da geringonça, que certamente estarão solidários com o PS. 

Mas fica a lição que A. Costa aprendeu, ou devia aprender, do alto da sua disfarçada arrogância: quando deve demitir um ministro por ser politicamente improdutivo, ele deve fazê-lo sem adiamentos; adiar essa tarefa sine die, até para se proteger a si próprio, é criar as condições para bater ele próprio com a cabeça na parede sem que o país e os portugueses tenham ganho algo com essa teimosia.

 Para já acabaram-se as sefies e as selfinhas... 


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terça-feira

Os incêndios e a política. O Pedrogão II, a soberba de António Costa e a rã que queria ser boi do CDS

Resultado de imagem para fábula da rã que queria ser boiNota prévia: Assunção Cristas, já se percebeu, é mesmo a rã que quer ser boi, segundo a evocação do camarada Jerónimo a semana passada, por ocasião do debate parlamentar. Agora. ocorreu Pedrogão II e a Protecção Civil funcionou da mesma forma deficiente que no Verão passado, pondo em questão toda a sua estrutura de comando, o seu planeamento, enfim, a sua utilidade pública no formato orgânico que tem actualmente.

Entretanto, A. Costa agarrou-se ao relatório da Comissão Independente para fazer uma comunicação (vazia) ao país, só que, entretanto, passaram 4 meses e nada nem nenhuma responsabilidade foi assumida ou prática no terreno foi alterada com vista a garantir a segurança de vidas humanas e a salvaguarda do seu património. 

Ontem, um pouco por todo o país, morreram cerca de 40 pessoas. E o PM nem um pedido de desculpas formulou ao país. Ora, esta tragédia, nunca antes vista em Portugal, gerou uma onda de indignação sem fronteiras, e até o mais pequeno partido na AR aproveitou esta onda, um pouco de forma oportunista e querendo maximizar o seu crescimento eleitoral nas eleições locais em Lisboa, para engendrar uma moção de censura ao Governo duma geringonça que está em manifesto perda de fôlego. 

Com isso, Cristas e o seu csd marcam a agenda política e abrem os telejornais; o PSD não existe politicamente, e Santana Lopes é o dejá vu cuja receita acabará no caixote do lixo da história, pois mesmo que emocione o partido das santanetes nunca mobilizará o país, que já o conhece bem e não gosta do que ele representa nem lhe reconhece competência para liderar Portugal.

No plano imediato, ganha Cristas e o cds; o psd fica mais marginalizado do processo de fabricação do agenda-setting em Portugal; e A.Costa - porque não soube tirar ilações políticas desde o Verão, e não era apenas demitir a sua ministra predilecta que se impunha, mas introduzir alterações de fundo no funcionamento da Protecção Civil (hoje inoperante), - verá a sua vida dificultada doravante e autoridade diminuída.

Até mesmo na sua relação com o PCP - que ficou mais tensa após as autárquicas (e o PCP ter ficado sem uma dezena de câmaras que voaram para as mãos do PS) e o BE - que se tornou mais reivindicativo.

Cristas, de facto, é a rã que quer ser boi, mas nesse processo, como explica a fábula, pode estourar...

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quarta-feira

Julgamento de um regime inteiro

Foto de Rui Matos.

Julgamento de um regime inteiro

- Ricardo, no fundo, foi o garanhão que lixou a malta toda...O grande CORRUPTOR do regime.

- Mais do que um ex-PM, creio que o que estará em causa neste imenso julgamento - é um regime inteiro, que um banqueiro, durante quase 40 anos, conseguiu manipular, influenciar, seduzir, subornar, enfim, corromper em função de interesses pessoais, de banca/BES, e não em função dos interesses de Portugal e dos portugueses.

- Até Paulo Portas, que à última tentou safar o seu velho amigo Ricardo, se demitiu "irrevogavelmente" da "geringonça de direita" na esperança de fazer cair Passos e, com isso, abafar o caso BES-PT e tutti quantti. Porém, o sr. submarino não teve força para tanto. Mas o empresariado compensou-o, e hoje é "petroleiro" na M.Eng., donde, aliás, nunca saiu, mesmo quando era MNE (ou fingia que era).

- No fundo, portas (outro homem de letra pequena) nunca deixou de ser Ministro das Obras Públicas da maior Construtora de Portugal. Foi para a política para servir os empresários amigos e financiar o PP -  que até fazia votar eleitores já falecidos. Milagre que não é exclusivo do cds..

- Tudo isto nos permite concluir, com larga segurança, que a acusação patente no Comunicado da PGR é não apenas uma bastonada no ex-PM, mas, acima de tudo, uma acusação de um regime inteiro que Ricardo sempre corrompeu, leia-se, o Bloco Central dos interesses (PSD+PS e marginalmente o cds), incluindo aqui como elementos passivos dessa corrupção os media, sempre de mão estendida; e a Justiça, sempre ineficaz e subserviente aos poderosos e um povo alienado, porque uma sociedade civil fraca gera um povo manso, como diria Torga.

- Talvez seja por esta ordem de razões, alinhadas de forma pouco sistemática, que aqui defendemos que Socas não deve cair sozinho. Seria até injusto que tal ocorresse. 

- Já agora, reformulo a questão infra: alguém viu por aí o bava e o h. garganeiro?!

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terça-feira

Puigdemont e a declaração unilateral de independência diferida..


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Puigdemont e a declaração unilateral de independência diferida..

- O chefe da Generalitat - e os catalães em geral - estão num processo complicado, pois encontram-se no meio da ponte; esta está quase a ruir; e lá em baixo encontram-se jacarés famintos.

O que fazer, então?!
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- Inverter caminho? Não.
- Deitar tudo a perder, jogando os catalães aos jacarés? também não, obviamente.

- Talvez enunciar os pressupostos duma declaração de maior autonomia política e financeira, tendente a uma futura independência, mas que contemple, desde já, uma alteração no pagamento de impostos ao centralismo madrileno - que os catalães não estão mais dispostos a sustentar.

Talvez esta seja a via fina que permita passar pelos intervalos da chuva grossa, e, assim, recentrar o debate há muito perdido entre BcL e Madrid por causa dos excessos do corrupto Rajoy, do PP, e do excesso de zelo de Puigdemont, que segue a regra antes quebrar do que torcer.

Seja como for, o Reino de Espanha, após esta grave crise catalã, não será mais o mesmo, e as tensas relações entre a bela e rica BcL e Madrid, após aquele excesso policial a fim de evitar a realização do referendo, só veio catalizar ainda mais as aspirações daqueles milhões de catalães a consolidar a ideia de que a via da independência, a prazo, será a que melhor serve os seus legítimos interesses.

Mas isso exige tempo para preparar a transição da economia, da moeda e da relação da região da Catalunha com a Europa e o Mundo.

Iremos assistir, doravante, a uma imensa novela mexicana...

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sexta-feira

Tino de Rãs derrota Rio no Psd pós-Passos




Tino de Rãs - limpa o Congresso do PSD contra Rui Rio

- Se o Montenegro não pode avançar por falta de condições;
- Se o Rangel não avança contra Rio por razões familiares;
- Se o Santana ainda pondera..

Então, e ante a desertificação de elites no PSD, será bem possível que o Tino de Rãs apareça no congresso para disputar a liderança e derrotar Rui Rio.

Perante tamanha incerteza tudo é possível neste PSD pós-Passos.

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A eleição do novo líder do PSD

A eleição do novo líder do PSD assemelha-se a um OPNI: Objecto Político Não Identificado

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A eleição de novo líder do PSD:

- Parece mais um deserto de ideias, de pessoas e de projectos, e é pena porque perde o país na tentativa de reconstruir uma oposição/alternativa útil à visão de futuro que desejamos para Portugal.

- Explicito: Luís Montenegro não pode porque não estão reunidas as condições; Paulo Rangel, evoca razões familiares; Pedro Santana Lopes, o eterno ponderável, refere que ainda pondera mas já prepara o programa do partido.. Como se este ainda gozasse de alguma credibilidade no país..


Todos estes truqes e lamentos bolivianos evocam-me aquela anedota do alentejano que vendo um anúncio de jornal em que a TAP recrutava pilotos para a aviação civil, - o interessado marcou a entrevista e, quando se apresentou, disse o seguinte ao Director de Recursos Humanos responsável pelo recrutamento:" só cá vim dizer para não contarem comigo".

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terça-feira

O destino de Ken...

Agora que Passos Coelho se declarou politicamente inimputável, resta saber que cenários melhor se ajustam ao seu futuro político:

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1. Emigra;
2. Retoma os seus brilhantes e secretos trabalhos no quadro da famosa Tecnoforma;
3. Regressa à sua inicial tarefa de colagem de cartazes do PSD;
4. Ou finge que vai ao WC e desaparece de vez do espaço público nacional, como se nunca tivesse existido. 

Foto de Pedro Vera-Cruz.


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segunda-feira

Eis o que o líder do PP de Rajoy...

O partido que generalizou e intensificou a CORRUPÇÃO no Reino de Espanha - conseguiu fazer no conjunto do país: com a violência desmedida gerada pela Guarda Civil sobre os catalães, crianças e idosos, afastou ainda mais esta nação do resto do país, em especial do centralismo madrileno.

Rajoy, perversamente, conseguiu instilar um ambiente de pré-guerra civil entre Madrid e a região da Catalunha, que já reclama a independência. 

Eis o novo significado que podemos atribuir a Guernica, de Picasso. 



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terça-feira

Isto também é Angola

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A ambivalência esquizofrénia das relações luso-angolanas

Resultado de imagem para esquizofrénicaNota prévia: Marcelo foi a Angola vender charme e simpatia e assistir à investidura do seu homólogo, João Lourenço, um general oriundo do sistema que irá perpetuá-lo, com todos os seus defeitos e vantagens para a família Dos Santos e clic militar que suporta o regime. 

Aliás, nem outra coisa seria de esperar, razão por que foi eleito: manter os privilégios da família Dos Santos e os velhos métodos de gestão soviética e dirigista/centralizada da economia em violação grosseira das boas regras e práticas da economia de mercado. Sempre usando e abusando do ouro negro para se financiarem. 

Pelo caminho, o PR português manda uns mergulhos da praxe e tira 7358 selfies com os angolanos, junto de quem granjeia simpatia. Mas ela não basta para que, logo no minuto seguinte, Marcelo, e Portugal por extensão, que alberga os capitais manhosos angolanos nas várias empresas que aqui têm posições preponderantes, mormente nas telecomunicações, ser verdadeiramente humilhado no discurso de investidura do PR angolano.

Portugal foi visado por OMISSÃO, deliberadamente excluído da lista dos países amigos com quem ambos os povos, Estados e sociedades têm relações privilegiadas, além da língua ser o português. Tal a ingratidão desta potência regional neocolonial em que Angola se convertera

Angola é assim: sempre que um dos seus altos dignitários vem lavar dinheiro para a baía de Cascais e comprar flats de 1,2,3 M€ e é apanhado nas malhas da justiça portuguesa, através do Ministério Público, enche o peito e fala em soberania nacional. Uma coisa nada tem a ver com a outra, mas quando um regime é corrupto manipula a verdade e, claro, os factos também são distorcidos em obediência à manutenção dos interesses do regime assente no petróleo, diamantes e pouco mais, já que Angola nada produz nem com ela se aprende algo, como ter acesso a transferência de conhecimento ou de tecnologia.  

Marcelo, se tivesse coragem explicava ao regime angolano o que é e em que consiste um Estado de direito, a separação de poderes e o que são as magistraturas, o que fazem e quais são as suas atribuições e competências. Como professor de Direito Constitucional, ser-lhe-ia muito fácil atingir esse pequeno objectivo pedagógico, como se se tratasse de mais uma aulinha à comunidade académica.

Porém, Marcelo tem medo, falta-lhe coragem e procura envernizar a futilidade das selfies e dos mergulhos deixando Portugal ser humilhado perante a tomada de posse de um PR cujo dinheiro em Portugal, ou algum dele, tem e deve ser investigado sob pena de o nosso país virar uma "república das bananas" em obediência à cleptocracia vigente noutros regimes e noutros países africanos. 

No fundo, Marcelo foi a Angola para ser apedrejado, e nessa tarefa Angola teve grande sucesso ao excluir Portugal da lista de países amigos e investidores, pois ao que parece - e se não diversificarmos rapidamente a origem dos investimentos externos de Portugal - saímos de Luanda com as pernas partidas, sem as vísceras e, pelos vistos, também sem cabeça. 

Foi nisso que se saldaram os mergulhos e as selfies do One man show... E é com muita pena que escrevo esta rábula, apesar do foguetório reinante para alienar as massas. 


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João Lourenço deixa Portugal de fora da lista dos principais parceiros de Angola, in TSF



O novo Presidente angolano, João Lourenço, excluiu Portugal da lista de principais parceiros, no seu discurso de tomada de posse, sublinhando que Angola considerará todos os que "respeitem" a soberania nacional.
A posição foi assumida por João Lourenço na cerimónia oficial de investidura como novo chefe de Estado angolano, que decorreu esta terça-feira em Luanda e na qual o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, foi o único chefe de Estado europeu presente.
"Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como Estados Unidos da América, República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a Franca, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania", disse João Lourenço.
O novo chefe de Estado não fez qualquer referência a Portugal, principal origem das importações angolanas, no seu primeiro discurso oficial, numa altura de tensão na relação entre os dois países, decorrendo investigações das autoridades portugueses a figuras do regime angolano.
"Devemos continuar a pugnar pela manutenção de relações de amizade e cooperação com todos os povos do mundo, na base dos princípios da não-ingerência nos assuntos internos e na reciprocidade de vantagens, operando com todo os países para salvaguarda da paz, da Justiça e do progresso da humanidade", disse ainda.
João Lourenço garantiu que a prioridade nas relações internacionais de Angola será dada aos países vizinhos, nomeadamente na defesa, segurança e desenvolvimento da região da África austral.
"Angola deve, pois, manter o seu papel de ator importante na manutenção da paz na sua sub-região, atuando de forma firme nas organizações das quais faz parte", apontou, acrescentando que a relação com os restantes países africanos de língua portuguesa "vai estar sempre presente nas opções" do Governo angolano.

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sábado

Van Gogh, Grant Wood, Diego Rivera e C. Coolidge



Cafe Terrace at Night

Uma peça do famoso pintor holandês Vincent van Gogh. A peça não está assinada por van Gogh, mas é mencionada por ele em várias de suas anotações. Actualmente encontra-se no Museu Kröller-Müller, em Otterlo, Países Baixos.



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American Gothic

Esta obra é do pintor americano Grant Wood. A peça foi pintada em 1930 e é uma pintura a óleo que mede 78  × 65.3 cm, e atualmente está no Instituto de arte de Chicago.

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O Carregador de Flores
Esta é uma obra do artista mexicano Diego Rivera, pintada em 1935 em masonite, uma espécie de placa de madeira, uma das formas mais comuns de pintura em superfícies duras. Considerado como o maior pintor mexicano do século XX, Rivera era conhecido por suas pinturas simples e cheias de cores vibrantes.
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Dogs Playing Poker
Encomendada pela Brown & Begelow Cigars, uma marca de charutos, a série Dogs Playing Poker foi pintada pelo artista americano C.M. Coolidge.
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domingo

La Gare Saint-Lazare - por Claude Monet



File:La Gare Saint-Lazare.jpg

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Dois tontos a fazer perigar o mundo: como as democracias do Ocidente lidam com o regime concentracionário da Coreia do Norte

De boca em boca até à guerra final...

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Trump é o gestor de serviço de uma das maiores e menos imperfeitas democracias do mundo; Kim Jon un é o líder do maior regime concentracionário existente à face da terra, mas com a particularidade de exercer o seu doentio e perigoso poder através do culto da personalidade fazendo com que todos os cidadãos norte-coreanos sejam seus súbditos e se comportem perante ele com maiores níveis de obediência (e subjugação) do que no tempo das monarquias.

Temos, assim, dois países com escala, valores e dimensões distintos, embora tolhidos hoje com o mesmo perigo: a loucura da irresponsabilidade mitigada com o aventureirismo sem limites e doentio.

E é nesse contexto que o ditador Kim faz testes utilizando armas nucleares, as quais sobrevoam o espaço aéreo do Japão, e doutros países asiáticos que estão integrados na lógica de alianças defensiva do Ocidente e que, hoje, é manifesta e perigosamente desafiado pelo ditador da Coreia do Norte. 

A questão assume agora particular perigosidade atendendo à natureza da bomba H - utilizada pelo ditador, pois sabe-se do poder devastador da bomba de Hidrogénio (designação mais adaptada ao seu significado bomba termonuclear, é um tipo de armamento que consegue ser até 50 vezes mais forte do que qualquer bomba nuclear de fissão) link.

Com esta acção, o ditador prova ao mundo, e aos EUA em especial, duas coisas: (1) que a Coreia do Norte já tem a tecnologia necessária para manipular a energia nuclear e, por outro lado, (2) já consegue incorporar essa terrível tecnologia nos chamados Mísseis Balísticos Intercontinentais (ICBM), aqueles que atingem alvos (militares ou civis de longo alcance) e que, como tal, podem atingir cidades norte-americanas ou europeias. Daí do perigo ser efectivo e revestir-se dum impacto verdadeiramente global, planetário. 

Perante esta nova ameaça global, cujo perigo se adensa numa escalada progressiva, urge perguntar aos líderes mundiais, à ONU, aos principais decisores políticos regionais que medidas (e que sanções) podem, desde já, ser tomadas para refrear o poder do ditador norte-coreano? 
Pelo que se sabe, as sanções através da ONU pouca eficácia têm; o congelamento de bens no exterior não se aplica, já que o ditador não sai do seu "quintal", nem precisa de ir lavar dinheiro à Suiça para ser poderoso na sua região. A utilização de medidas militares, nesta fase e com aquela ditadura, podem ainda acender o efeito rastilho que as declarações daqueles dois irresponsáveis têm vindo a fomentar nos últimos meses. 
Ou seja, chegou-se a um nível em que ninguém quer ceder, e no plano diplomático isso denunciaria fraqueza e até cobardia, pelo que a tendência para a guerra (primeiro, regional, depois, logo se verá..) está eminente. 
A única saída que aqui vejo, ainda que comporte riscos sérios, é fazer com que a China assuma uma posição proeminente neste teatro, nos planos político, diplomático e militar (sempre em ligação estreita com os EUA) - e em consulta com a Coreia do Sul, Japão e demais potenciais regionais que podem ser afectadas pela loucura do ditador norte-coreano - e a que os EUA e todo o Ocidente - não têm as ferramentas adequadas para aplacar Kim Jong Un. 
Em rigor, esta questão urgente, que é de natureza política, militar e estratégica reveste-se também duma dimensão filosófica, e que consiste em saber como é que as democracias representativas e pluralistas do Ocidente europeu lidam com a ditadura mais concentracionária do mundo, sobretudo quando é a paz e a segurança internacionais que estão fortemente ameaçadas. 
Quanto à Rússia do Sr. Putin, importa dizer que tem revelado nesta questão, como noutras de impacto internacional, um deliberado cinismo e hipocrisia que apenas traduz a ideia de que nunca se pode contar com ele, pois Putin preocupa-se apenas é em anexar a Crimeia e em prevenir ataques terroristas apoiados pela Arábia Saudita em território russo. 

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quarta-feira

Marcia prepara Mobi e Lucio Battisti. Evocação de Al Berto

O trabalho liberta

Mas a música liberta plenamente, ou quAse.

Ficam todos.







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Este Não-Futuro que a Gente Vive

Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (...) Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça. Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores. Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. A memória. (...) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes. Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada… De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros. 

Al Berto, in "Entrevista à revista Ler (1989)" 

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Cavaco: o rancoroso e o fel em Castelo de Vide

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O ciúme e a inveja doentias relativamente a Marcelo e a raiva por ter saído pela porta baixa da política nacional - fez de cavaco o agente político mais ressabiado e rancoroso deste último século em portugal. 

Velho, feio, invejoso, egoísta.. Cavaco e o fel.

- ressabiado, rancoroso e vingativo. 

- No fundo, um tipo medíocre não muda. Morrerá como nasceu: mesquinho e saloio provando nunca estar à altura de Portugal e dos portugueses.

- O belo Alto Alentejo e os alentejanos não mereciam este apoucamento que só empobrece moralmente mais os portugueses. 

- Sucede, porém, que nem todos os alentejanos pensam assim, pois é para eles este cavaco de fim de ciclo, rancoroso e ressabiado por ver em Belém um actor político com o nível de Marcelo, ainda por cima do mesmo partido ou área ideológica e família política. 

- É demasiada inveja num homem só. 

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sábado

O País Relativo - por Alexandre O´Neill -





O PAÍS RELATIVO
 
 
País por conhecer, por escrever, por ler...
 
                        *
 
País purista a prosear bonito,
a versejar tão chique e tão pudico,
enquanto a língua portuguesa se vai rindo,
galhofeira, comigo.
 
                        *
 
País que me pede livros andejantes
com o dedo, hirto, a correr as estantes.
 
                        *
 
País engravatado todo o ano
e a assoar-se na gravata por engano.
 
                        *
 
País onde qualquer palerma diz,
a afastar do busílis o nariz:
-Não, não é para mim este país!
mas quem é que bàquestica sem lavar
o sovaco que lhe dá o ar?
 
                        *
 
Entrecheiram-se, hostis, os mil narizes
que há neste país.
 
                        *
 
País do cibinho mastigado
devagarinho.
 
                        *
 
País amador do rapapé,
do meter butes e do parlapié,
que se espaneja, cobertas as miúdas,
e as desleixa quando já ventrudas.
 
                        *
 
O incrível país da minha tia,
trémulo de bondade e de aletria.
 
                        *
 
Moroso país da surda cólera,
de repente que se quer feliz.
 
                        *
 
Já sabemos, país, que és um homenzinho...
 
                        *
 
País tunante que diz que passa a vida
a meter entre parêntesis a cedilha.
 
                        *
 
A damisela passeia
no país da alcateia,
tão exterior a si mesma
que não é senão a fome
com que este país a come.
 
                        *
 
País do eufemismo, à morte dia a dia
pergunta mesureiro: - Como vai a vida?
 
                        *
 
País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonço
do gesto e do chavão.
 
E ainda há quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia!
 
                        *
 
Corre boleada, pelo azul,
a frota de nuvens do país.
 
                        *
 
País desconfiado a reolhar para cima
dum ombro que, com razão duvida.
 
                        *
 
Este país que viaja a meu lado,
vai transido mas transistorizado.
 
                        *
 
Nhurro país que nunca se desdiz.
 
                        *
 
Cedilhado o cê, país, não te revejas
na cedilha, que a palavra urge.
 
                        *
 
Este país, enquanto se alivia,
manda-nos à mãe, à irmã, à tia,
a nós e à tirania,
sem perder tempo nem caligrafia.
 
                        *
 
Nesta mosquitomaquia
que é a vida,
ó país,
que parece comprida!
 
                        *
 
A Santa Paciência, país, a tua padroeira,

já perde a paciência à nossa cabeceira.
 
                        *
 
País pobrete e nada alegrete,
baú fechado com um aloquete,
que entre dois sudários não contém senão
a triste maçã do coração.
 
                        *
 
Que Santa Sulipanta nos conforte
na má vida, país, na boa morte!
 
                        *
 
País das troncas e delongas ao telefone
com mil cavilhas para cada nome.
 
                        *
 
De ramona, país, que de viagens
tens, tão contrafeito...
 
                        *
 
Embezerra, país, que bem mereces,
prepara, no mutismo, teus efes e teus erres.
 
                        *
 
Desaninhada a perdiz,
não a discutas, país!
Espirra-lhe a morte pra cima
com os dois canos do nariz!
 
                        *
 
Um país maluco de andorinhas
tesourando as nossas cabecinhas
de enfermiços meninos, roda-viva
em que entrássemos de corpo e alegria!
 
                        *
 
Estrela trepa trepa pelo vento fagueiro
e ao país que te espreita, vê lá se o vês inteiro.
 
Hexágono de papel que o meu pai pôs no ar,
já o passo a meu filho, cansado de o olhar...
 
                        *
                       
No sumapau seboso da terceira,
contigo viajei, ó país por lavar,
aturei-te o arroto, o pivete, a coceira,
a conversa pancrácia e o jeito alvar.
 
 
Senhor do meu nariz, franzi-te a sobrancelha;
entornado de sono, resvalaste para mim.
Mas também me ofereceste a cordial botelha,
empinada que foi, tal e qual clarim!
 
            (Feira Cabisbaixa – 1965)
 
 

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